Em parceria com os Teatro Nacional São João, no âmbito do projeto As Escolas Artísticas no TNSJ, alunos finalistas de Teatro da ESAP apresentam o espectáculo “A Morte é o Material Com que Construímos as nossas Cidades”.
Este espetáculo recorre a fragmentos de autores clássicos do teatro como Georg Büchner, Heiner Müller ou William Shakespeare para abordar as potencialidades e perigos das transformações políticas súbitas.
Brecht
Em verdade, ele viveu em tempo de trevas.
Os tempos ganharam em luz.
Os tempos ganharam em trevas.
Quando a luz diz: Eu sou as trevas,
Disse a verdade.
Quando as trevas dizem: Eu sou
A luz, não mentem.
Heiner Müller
Os vivos a ombrearem com os mortos.
A morte e a destruição televisionada no intervalo do entretenimento zombie.
Os sabonetes de que fala Heiner Müller e os corpos sem rasto na Palestina.
Como abordar as ruínas, a pulsão da barbárie e da revolução num só espectáculo?
Construído como um espelho fraturado, o espectáculo revisita os ideais fundadores da Revolução Francesa, o desmoronar das utopias e os grandes projetos ideológicos do
século XX.
Uma galeria que convoca Marquês de Sade, Georg Büchner, Danton, Robespierre, Shakespeare, Pasolini, entre outros.
Um texto-monstro.
Uma rapsódia demente de sonhos e pesadelos sem fim à vista.
Encenação e dramaturgia: Renata Portas
Textos: Georg Büchner, Jean Anouilh, Pier Paolo Pasolini, William Shakespeare, documentos da Revolução Francesa, entre outros.
Atores: Guilherme Palha, José Valente, Mário da Silva, Renata Portas (voz-off)
Desenho de luz e apoio à cenografia: Rui Quintas Azevedo
Desenho de som: Sofia Silva
Movimento: Isabel Ariel
Figurinos: Júlia Leite
Fotografia: Val Kutepov
Apoio à produção: Público Reservado
Agradecimentos: Eduarda Neves; Código Simbólico, António Hess, João Mendes, Jorge
Palinhos, Escuela Superior de Arte Dramatico da Extremadura, Paula Braga, Francisco
Vaz.
https://www.tnsj.pt/pt/espetaculos/7240/a-morte-e-o-material-com-que-construimos-as-nossas-cidades/