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Encontro com João Brites e Oficina de Consciência do Ator/Atriz em Cena

14 de abril 2026 | 15h00 às 21h00 | Estúdio de Teatro | ESAP

No próximo dia 14 de Abril, terça-feira, a Escola Superior Artística do Porto tem o privilégio de acolher um encontro entre o encenador João Brites e os alunos da licenciatura em Teatro.

A este encontro segue-se uma Oficina de Consciência do Ator/Atriz em Cena, às 18h, em que Juliana Pinho demonstra na prática o método de interpretação usado pela companhia O Bando.

Esta Oficina é aberta a todos os potenciais interessados mas exige inscrição pela código QR da imagem.

 

João Brites (Torres Novas, 4 de junho de 1947) é dramaturgista, encenador e cenógrafo. Fundou, no seu regresso do exílio em Bruxelas, em 1974, após a revolução de 25 de Abril, o Teatro O Bando, que ainda dirige atualmente e que se encontra instalado em Vale de Barris (Palmela). Da sua formação na área da Gravura, da Pintura Monumental e da Cenografia, na École Nationale Superieure des Arts Visuels – La Cambre (Bélgica) trouxe um modo de conceber o Teatro, afirmando-se como um artista singular no campo teatral português.

Enquanto encenador e diretor artístico do Teatro O Bando caracteriza-se pela sua escrita dramatúrgica de versões cénicas de textos não-dramáticos portugueses e estrangeiros, que adapta e encena; pelo teatro coletivo e comunitário; pela invenção, com a sua equipa artística, de dispositivos simbólicos através da conceção plástica do espetáculo e das suas máquinas de cena; pela direção de atores em torno da ideia de ator-artista e do sistema da Consciência do Ator em Cena, fortemente ancorado nas noções de diálogo interior, de personagem intermédia e de dissonâncias entre os planos da interioridade, da oralidade e da corporalidade.

Durante 22 anos foi professor na Escola Superior de Teatro e Cinema (Lisboa); foi diretor artístico do Festival Internacional de Artes de Rua, diretor da Unidade de Espetáculos da EXPO’98, tendo sido agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Mérito (1999). Em 2011, foi o comissário da Representação Oficial Portuguesa na 12.ª Quadrienal de Praga. Fundado em 1974 e constituindo-se como uma das mais antigas cooperativas culturais do país, o Teatro O Bando assume-se como um colectivo que elege a transfiguração estética enquanto modo de participação cívica e comunitária. 

Na génese do Bando encontram-se o teatro de rua e as actividades de animação para a infância, em escolas e associações culturais, integradas em projectos de descentralização.