CORPOS PERFORMÁTICOS
Corpos Performáticos é um Grupo de Performance do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (CAUC) que aborda a performance e a sua investigação a partir da prática artística combinando-a com uma reflexão teórica. Com acompanhamento de Susana Chiocca o projecto reúne artistas/investigadorxs interessadxs em apresentar os seus processos práticos como forma de encontrar caminhos para a escrita no que significa uma prática artística enquanto investigação.
Serão apresentas as pesquisas e performances dxs artistas / investigadores:
Alex Lima, Ed Freitas, Hugo Leite e Sónia Salcedo
Corpo-Terra-Umbilical: Ritual, Risco e Pertencimento na Performance SOLO
SOLO é uma performance em investiga o corpo como território e o território como corpo, articulando vulnerabilidade, risco e resistência.
O artista suspende o regime da visão e ativa uma experiência liminar entre asfixia e respiração, superfície e profundidade, presença e desaparecimento. A terra deixa de ser cenário e torna-se matéria relacional: textura, peso, umidade e densidade, instaurando uma relação física e simbólica com o solo como matriz, abrigo e confronto.
SOLO propõe uma reflexão sobre pertencimento, deslocamento e ocupação: que lugar o corpo ocupa na arte e no mundo? Ao tensionar o gesto entre retorno (útero, origem, materno) e risco (soterramento, silenciamento), a performance convoca arquétipos ancestrais e práticas rituais, operando como um exercício de reconexão com o elemento terra e como crítica aos modos contemporâneos de dissociação entre corpo, natureza e território.
Biografia
Ed Freitas é artista visual e transdisciplinar nascido no Nordeste do Brasil. O seu trabalho articula performance, instalação, escultura e artes têxteis para investigar a Presença-Instalativa, conceito que desenvolve no seu doutoramento em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra. Usando fios, mantos e objetos sensoriais como dispositivos de memória e liturgia, constrói poéticas do corpo como arquivo vivo da ancestralidade. Prêmio Vencedor do Conselho Cultural Mundial (2022), Freitas apresenta obras que tensionam o sensível e o político, com atuação internacional em festivais, residências e exposições no Brasil, Portugal, França, Romênia, Alemanha e EUA. Integra sua prática com curaria, docência e pensamento crítico no Atelier Nuno Fonseca (Coimbra).